Reflexão para domingo, 20 de fevereiro

Época da Trindade

Referente ao perícope de Mateus 19, 30 e 20, 1-16

Deus abarca toda existência cósmica. Seu olhar compreende toda a evolução do universo e do ser humano. Sua visão conhece o propósito de nossa missão na Terra. Somos centelhas deste ser. Enquanto seres espirituais tomamos parte da consciência divina. Enquanto seres terrenos “esquecemos” nossa visão pré-natal, e nos apegamos cada vez mais à matéria e a nós mesmos.

Muitas vezes temos a ilusão de que nossas obras pertencem somente a nós. E que nos cabe julgar nosso atuar e o atuar do nosso próximo. O Altíssimo tem um propósito para todos nós, e ao esquecermos disso, nos afastamos da consciência do ciclo de nossas sucessivas encarnações terrenas, onde cada um de nós está em um estágio evolutivo. Somente Aquele que tem a visão, pode dizer o que (e quanto) temos a receber.

A nós, cabe perceber que a obra por nós realizada, quando assumida como sacro ofício, como dedicação à evolução do universo e dos seres humanos, nos eleva a trabalhadores da vinha celeste sob a visão bondosa do Senhor do reino dos céus.

Viviane Trunkle

Reflexão para o domingo, 13 de fevereiro

Época da Trindade

Referente ao perícope de Lucas 8, 4-15

Um agricultor prepara primeiro a terra. Em seguida ele semeia as sementes. Assim elas crescem em um lugar preparado para elas e dão muitos frutos.

O semeador do Evangelho de hoje atua de uma maneira diferente. Ele semeia em todos os lugares, independente se estão preparados para receber a semente ou não. As sementes caem em condições muito variadas. O semeador dá para todos os lugares a possibilidade de receber as sementes.

Como nós semeamos? Só em lugares aonde temos certeza de que as nossas sementes, as nossas palavras e ações, serão bem recebidas? Ou vamos além disso e as levamos para condições mais difíceis?

O mundo espiritual semeia a palavra de Deus no mundo inteiro. Sem fazer diferença entre aqueles que estão mais preparados para recebê-la ou não. Os céus confiam na potência da semente, da palavra.

Ao seguirmos esse exemplo e semearmos nossas boas sementes no mundo inteiro, também em condições difíceis, teremos certeza de que elas encontrarão boa terra e darão muitos frutos.

Julian Rögge

Reflexão para o domingo, 6 de fevereiro

Referente ao perícope de Mateus 13, 24-30

Vincent van Gogh
A imagem do semeador, do seu trabalho no campo, da própria semente, do próprio campo, está intimamente ligada ao ser humano, à Terra e às suas respectivas metas espirituais. Isso ocorre já desde o Paraíso, quando o Homem recebeu a tarefa de trabalhar, de transformar a Terra para gerar a vida. Também Jesus Cristo, antes da sua morte na cruz, usa a imagem da semente que, para dar frutos, tem que cair na terra e morrer. Esta é uma alusão à sua própria missão. Jesus Cristo é a boa semente que caiu, que desceu à Terra, o Filho de Deus que se encarnou num ser humano para transformar a natureza terrena e gerar a nova vida, a nova Terra, o novo Homem, o Filho do Homem, a colheita de toda a evolução terrena. A boa semente já gerou muitos frutos, que foram semeados nas almas humanas, no Eu Sou. A boa semente é aquela que traz em si a consciência do Eu Sou.
O campo preparado para receber a boa semente do Eu Sou, já desde os primórdios da civilização, é justamente a alma humana terrena. Ela vive nos ritmos de vigília e sono. Na consciência de vigília, ela pode transformar e desenvolver a natureza terrena fora e dentro de si. Nela vivem os pensamentos, os sentimentos e os impulsos da vontade. Nela discernimos entre o bem e o mal. Com a semente do Eu Sou em nossa alma, nos tornamos filhos da luz e podemos gradativamente ir elevando para a consciência, o que se encontra imerso na escuridão. Sim, uma boa parte da nossa alma está imersa na escuridão do materialismo, do egoísmo, que também vem se formando e crescendo desde os primórdios da civilização.
O joio, como o trigo, pertence à família das gramíneas, ambas as plantas exigem o mesmo tipo de solo, quando brotam são bem parecidas e suas raízes se entrelaçam quando estão próximas. O trigo é um dos principais alimentos da humanidade. O joio é tóxico e pode provocar alucinações. A espiga escura do joio contrasta com a espiga dourada do trigo.
Quando a boa semente caiu na Terra, quando Cristo entrou em Jesus pelo batismo, a Terra se encontrava na idade das trevas, o egoísmo e o materialismo ainda viriam a assumir, mais tarde, enormes dimensões. No entanto, desde a ressurreição, Jesus Cristo vive entre nós e a semente do Eu Sou vem crescendo dentro da alma humana, apesar do materialismo e do egoísmo humano. A alma individual pouco pode fazer para enfrentar as ameaças do mal na atualidade; fica quase como esmagada diante de tantas medidas exteriores materialistas, dirigidas pelo egoísmo vigente no comércio, na indústria e no uso da técnica. No entanto, o dono da casa, o Senhor, vê claramente e confia que a planta vai continuar a crescer na luz de Cristo, que Ele mesmo vai chamar para a colheita na hora apropriada e recolher toda a substância transformada, toda a substância de vida das almas humanas. O que não foi transformado vai ser consumido pelo fogo e voltar ao colo divino. A vida é o que vai poder ser levado para novos ciclos de desenvolvimento. A alma humana conquistando a vida eterna será puro espírito e viverá como espírito entre espíritos.

Helena Otterspeer

Reflexão para a Época de Epifania

Reflexão para a Época de Epifania

Euforia

Luz
Estrela de luz
Noite escura,
Noite de luz de estrela

Faz frio aqui embaixo.
Frio que aumenta com o medo,
Frio da insegurança
Dúvida fria que paira no ar…

Estrela imóvel no céu.
Indica algum lugar?
Pode estar indicando qualquer lugar.
A luz não escolhe direção,
Apenas brilha
em todas direções.

Mas algo da tua luz, estrela,
alcançou meu olho.
A tua luz distante
conseguiu passar
pelo pequeno portal do meu olho

Porta estreita,
mas não tão estreita
para impedir tua entrada.

O que vejo?
O que outros veem?
Vejo escuridão profunda
entorno de teu minúsculo brilho?
Ou vejo brilho
que vence a escuridão?

Agora já não depende apenas de ti
mas também de mim
Duvido de tua luz?
Ou justamente agora
tenho certeza que tu existes,
pois tua luz encontrou a mim.

Nos encontramos
na porta estreita
do meu olho

O caminho continua sendo incerto,
mas não há  caminhos
prontos ou definidos.
Cada passo abre novos caminhos.

Caminhos trazem
desafios novos,
medos novos

mas se não caminho,
não descubro
que muitos medos
não são meus,
são de outros,
que paralisados não abrem os olhos
pois não acreditam
que um minúsculo ponto
que brilha na escuridão
possa trazer tanta luz.

Estrela de Luz,
Agora vejo onde tua luz repousa
Tua luz repousa…

…ali,
onde venci medos que paralisavam
e segui caminhando

…ali,
onde vejo segurança,
mesmo que outros me digam
que as coisas andam inseguras.

…ali,
onde eu repouso
depois da caminhada.

Onde tua luz repousa,
sinto alegria,
grande alegria,
euforia
epifania

Ali abro meus tesouros
e devolvo a ti
o que me deste
no encontro
da tua luz
com a luz que brilhava
no estreito portal do meu olho

Meus tesouros:
Confiança
Certeza
Vontade
de prosseguir caminhando.

Renato Gomes  – Epifania 2022

Reflexão para o domingo, 2 de janeiro

Época de Natal

Referente ao perícope de Lucas 2, 25-35

O Natal chegou. Celebramos uma vez mais a vinda do menino Jesus. Nos nossos tempos isso tem um significado diferente do que foi no passado, pois sabemos que ele preparou a vinda de Cristo trinta anos depois. Conhecemos os fatos posteriores do Mistério de Gólgota. E, da mesma forma como Simeão teve a promessa da vinda do Messias, nós temos a promessa da vinda do Cristo em nosso coração. Simeão era um homem cheio do Espírito Santo. Ele soube reconhecer o Salvador ainda nos braços de sua mãe Maria. Como podemos vivenciar hoje a promessa do Cristo. O cumprimento da promessa no caso de Simeão se deu por conta de seu coração puro e de sua ligação com o Espírito. Ora, isso não deveria ser diferente para o cumprimento da promessa que estamos a espera. Isso dependerá também de quanto formos capazes de purificar nossas almas e de quanto pudermos abrir nossos corações para a sua vinda. É o início de um novo ano. Um novo calendário para começar mais um ano de vida. A maioria das pessoas começa definindo algumas resoluções para o ano novo. Geralmente isso significa ponderar retrospectivamente tomando consciência do que queremos melhorar, do que queremos mudar em nós com vistas a uma vida mais plena e feliz. Algumas pessoas não levam muito a sério suas resoluções de ano novo. Afinal, elas são apenas promessas para si mesmo. Podemos pensar que, se não as cumprimos, não será tão ruim. Mas na verdade trata-se de algo muito importante, pois quanto mais pudermos aperfeiçoar nosso ser, sobretudo no sentido de criar esse espaço interior para o Cristo, tanto mais a promessa poderá se realizar e é curioso, pois aí vemos que a promessa da segunda vinda do Cristo no etérico, ou seja em espírito, não depende dele, mas de nós, pois desde a Ascensão ele está à espera daqueles que puderem abrir seus corações para recebê-lo.

Carlos Maranhão

Reflexão para o domingo, 26 de dezembro

Época de Natal

Referente ao perícope de João 21, 15-25

Na natureza observamos os rios percorrerem seus caminhos até o mar. Cada caminho é individual e diferente do outro. Um corre mais lento e o outro mais rápido. Um flui mais reto e o outro em grandes curvas. Juntos eles formam uma grande harmonia.
Pedro recebe do Cristo a missão de segui-lo. A meta dele é independente da missão de João. Cada um deles recebe do Cristo seu caminho individual.
Nós também temos a nossa missão aqui na Terra, o nosso caminho de vida. Como os rios, ele é individual e podemos segui-lo, mesmo quando os outros ao meu redor sigam de forma diferente. Devemos deixá-los livres para seguir e buscar sua meta. Pouco a pouco vivenciamos: se nós realmente encontramos nossa meta de vida, o nosso caminho de vida, ele corre em harmonia com o dos outros. Atrás desse milagre sentiremos cada vez mais brilhar as forças de Cristo que sustentam e ordenam todos os caminhos de vida.

Julian Rögge

Reflexão para o domingo, 19 de dezembro

Época de Advento

Referente ao perícope de Mateus 25, 1-13

O óleo é uma substância formada numa planta no final de um ciclo de vida, ou seja, no fruto, na semente. Esta substância é formada no limiar entre vida e morte, mas contém em si luz e calor, elementos intrínsecos para o desenvolvimento da vida. Nós consagramos o óleo, o azeite de oliva, para usá-lo na extrema unção, quando a alma se aproxima do limiar da morte. No sacramento da extrema unção se consagra a alma para o espírito, para que passe de uma existência e vida terrena para uma existência e vida divino-espiritual, através da força de Cristo, que pela ressurreição venceu as forças da morte. A ligação da alma com o Cristo conduz hoje a esta passagem, como também a substância do óleo com sua luz e calor promove a vida que se desenvolve quando a semente cai na terra, morre e germina.
Muitos são os que apontam para o fato de que a humanidade está hoje se aproximando de um limiar, sobretudo no plano de sua consciência. O limiar entre uma consciência dirigida, por um lado, para o mundo material exterior, como descrito pelas ciências naturais, e uma consciência, por outro lado, inserida num mundo real em desenvolvimento com seres da natureza e também seres divinos espirituais. O limiar entre uma cegueira diante do mundo espiritual para uma nova clarividência espiritual. Neste limiar se vivencia a presença do Cristo no etérico. Da passagem por este limiar vai depender todo o futuro da humanidade, da Terra e de cada alma individual. Como em todo limiar se torna necessário deixar algo para trás e se ligar a um novo impulso de desenvolvimento, de vida. O momento da passagem é um momento crítico, incerto, pois ainda não se alcançou o novo plano de vida. O momento da passagem acontece num plano oculto, dentro da alma humana, à noite, como na parábola das 10 virgens. A hora da passagem não é conhecida, pois a nossa consciência não abarca os mistérios da vida, da evolução. Só um ser conhece o mistério do tempo, o mistério da evolução, o ser que diz: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e a meta universal. Eu sou o que foi, o que é e o que há de vir.” Este é o ser que diz também: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Para realizar a passagem, seja para a vida pós-morte, seja para uma nova existência em e com Cristo, a alma deve se colocar a caminho e estar com os sentidos alertas para perceber o sinal vindo do mundo espiritual. Ela deve levar a substância que superou o peso terreno, que amadureceu na vida terrena e se transformou em luz espiritual, a luz interior que não se apaga, a luz do Eu Sou, dos Filhos da Luz. Esta luz será vista e reconhecida pelo Cristo. Quem não for um portador do Eu Sou, um portador de luz, um Cristóforo, não será reconhecido pelo Cristo.
Leonardo da Vinci, na sua representação do ser humano como uma estrela de cinco pontas, sendo a cabeça a ponta de cima, os dois braços esticados as pontas do lado e os dois pés as pontas de baixo, percebeu a correlação do número 5 com a existência humana terrena. Também na parábola, o número 5 indica o que deve ser o desenvolvimento da alma humana, que na sua imagem arquetípica é virgem, pura, espiritual. Mas a alma vive em dois âmbitos distintos, o âmbito da Terra e o âmbito anímico espiritual, o âmbito do sono e o da vigília, o âmbito do cotidiano e da vida exterior e o âmbito da vida interior. Este âmbito da vida interior vai se tornar cada vez mais importante para o futuro da humanidade.
O drama da alma humana é hoje bem representado pela parábola das 2×5=10 virgens, cinco com as lâmpadas sem óleo suficiente, que no momento decisivo só pode ser comprado, as outras cinco com as lâmpadas acesas, as lâmpadas das prudentes, que tem uma vida interior intensa. As cinco que compraram o óleo vão ficar do lado de fora e as portas do limiar não lhe serão abertas. A antiga corporalidade, a antiga veste da alma humana passará, mas uma nova veste de luz lhe será conferida.
“Céu e Terra vão passar, mas minhas palavras não passarão.” As cinco portadoras do Eu Sou de Cristo, portadoras das Suas palavras, da Sua luz, entrarão no Seu âmbito de vida. Nelas estão vivas as palavras de Cristo: “Eu Sou a luz do mundo, quem me segue não andará em trevas de nenhuma maneira, mas terá a luz da vida.”
No momento atual estamos caminhando nas trevas e talvez mais preocupados em ir comprar o que nos falta, adquirir o que nos falta, sem perceber que o Cristo está bem próximo e que só Nele encontraremos o manancial da vida, da saúde. Superemos nossa cegueira espiritual, que só procura soluções no exterior para os problemas atuais e acendamos a luz da fé e da verdade em nossos corações! Cristo é a única realidade verdadeira em que vivemos!

Helena Otterspeer

Reflexão para o domingo, 12 de dezembro

Época de Advento

Referente ao perícope de Lucas 1, 39-56

Ao vermos o brotar da água em uma nascente, vivenciamos o surgimento de um rio. Em alguns casos ele se encontra, no seu caminho, com outro rio. Assim eles unem suas forças e levam grande energia vital ao mundo.

No Evangelho de hoje lemos o primeiro encontro entre João e Jesus na Terra, ainda no ventre de suas mães. Eles unem suas forças para o desenvolvimento da humanidade e levam ao mundo a corrente da água da vida.

Como nos unimos a esta corrente?

Através de orações, de momentos de contemplação e ações para o próximo, somamos água ao grande rio espiritual. Depende de nós, seres humanos, que esse rio receba cada vez mais forças e leve sempre mais água da vida para o mundo.

Julian Rögge

Reflexão para o domingo, 5 de dezembro

Época de Advento

Referente ao perícope de Lucas 10, 26-38

Neste segundo domingo de Advento, Maria é o foco central. A ela é feita a anunciação da chegada do filho de Deus para salvação da humanidade. Podemos dizer que, por meio dela, a humanidade está grávida e espera o nascimento do menino Jesus? Desde o tempo da queda do Paraíso, a expulsão de Adão e Eva por terem comido do fruto proibido, a humanidade esperava a vinda do Messias para efetuar a inflexão fundamental de redenção. O pintor renascentista Fra Angélico em sua pintura “A Anunciação” representou de modo exemplar a importância desse acontecimento, ao colocar o foco principal no coração de Maria para onde se dirige o Espírito Santo na forma de uma pomba, que emana da mão de Deus com num raio de luz. E no canto superior esquerdo do quadro, há uma pequena representação da expulsão de Adão e Eva do Paraíso. Num único quadro temos esse magnífico percurso evolutivo da humanidade que vai da queda ao resgate. Outro elemento importante na imagem é a atitude de Maria, que após o espanto, a indagação, a incompreensão, acolhe em seu coração sua tarefa com uma inclinação devota diante do anjo anunciador, o Anjo Gabriel, cruzando os braços em seu peito em sinal de total entrega à vontade de Deus.
Essa atitude e gesto é a mais sublime indicação de como nós também podemos acolher em nossos corações a vinda do Cristo. Não consideramos essa festa como algo que nos remete ao passado, mas ao futuro, pois como a própria palavra “Advento” indica, trata-se da festa sobre o que há de vir. E mesmo, considerando que se refere a fatos ocorridos há mais de dois mil anos, a cada ano nós revivemos os acontecimentos e nos preparamos para receber o Cristo vivo. Ele não nos abandonou após sua ascensão, mas permanece disponível para todo indivíduo que o quer acolher. É nesse sentido que a humanidade permanece grávida de Cristo após todos esses séculos, e assim permanecerá até que todos o tenhamos acolhido. Enquanto isso, contemplamos a imagem da Anunciação com veneração e humildade, buscando a abertura da alma para essa recepção.

Carlos Maranhão

Reflexão para domingo, 28 de novembro

Época de Advento

Referente ao perícope de Lucas 21, 25-36

Iniciamos o novo ano cristão com as imagens daquele que é denominado “o pequeno apocalipse”, ou “apocalipse do monte das oliveiras”.
Ele dá o tom, torna-se o lema do novo ano ao passarmos pelo portal que nos conduz a mais um círculo, mais uma ciranda de perícopes.
Ele preenche o ano cristão com algumas mensagens:
“O ocaso exterior pode vir a ser a aurora do âmago da alma” Rudolf Steiner
“Para recebermos a luz do Natal corretamente, temos que passar pelas tribulações do ocaso e ao mesmo tempo buscar nelas um vislumbre do reluzir do futuro”. Hans Werner Schroeder
Ao nos conscientizarmos das próprias palavras do Cristo: “O céu e a Terra passarão, mas não passarão as minhas palavras”, poderemos criar um caminho de exercício ativo no ouvir (ler) as palavras do evangelho. Através delas flui a força vital do Cristo para os nossos corações.
Domingo a domingo deste novo ano poderemos perceber como a leitura do evangelho contém em si a irradiação da realidade espiritual. A cada domingo recebemos um raio de sol e ao final do ano cristão estaremos envoltos (vestidos) do próprio sol. É nessa realidade espiritual que a força de vida pura do Cristo se faz presente.
Depende de nós nos voltarmos para a fonte que emana os raios solares.

Viviane Trunkle