Reflexão para o domingo, 12 de setembro

Época de Trindade

Referente ao perícope de Lucas 17, 5-19

A semente de mostarda quando plantada em terra fértil produz uma das plantas que mais crescem e se desenvolvem até tornar-se uma das mais fortes e resistentes. A comparação da fé com uma semente de mostarda não significa que nos basta uma fé pequena, mas o fato de que ela pode e deve crescer e fortalecer-se. Mas se isso é tão importante, então como podemos trabalhar para que nossa fé cresça. Novamente a analogia com a planta nos ajuda, pois do mesmo modo como a planta precisa ser cultivada em bom terreno, com luz e sombra adequadas, e com suficiente água trazida regularmente, assim a fé cresce quando cultivamos a espiritualidade e isso envolve sobretudo: o estabelecimento da relação com o ser divino que veneramos. A fonte de força é trazida à planta pelo poder da luz do sol. A força da fé provém da luz que Deus nos envia. Então não podemos nos esconder dela, mas nos voltarmos cada vez mais para ela. E como essa luz se manifesta através da palavra de Deus. Esta é a semente. Como na parábola do semeador, o terreno fértil é a nossa alma que ouve a palavra e medita sobre ela e por meio dela se deixa transformar. A palavra ouvida se transforma em palavra pensada em silêncio e devolvida à fonte em meditação e oração. Da mesma forma como a planta necessita ser regada frequentemente, a palavra de Deus precisa ser meditada e rezada frequentemente. Quando devolvida ao ser divino nesse cultivo ela retorna mais forte na forma de intuições reveladoras e indicadoras de caminho. A luz do esclarecimento divino nos faz perceber o que em nós necessita mudar e no decorrer do tempo a transformação de fato acontece. A divindade em nós começa a brilhar e reluzir. Ela não só nos transforma, ela transforma o mundo em torno, pois tudo passa a ser visto através da luz espiritual. A experiência dessa recepção é a prova de seu valor e nos torna mais fortes na fé. Será possível imaginar aonde a repetição constante do processo pode nos levar?

Carlos Maranhão